Mães cristãs não são marionetes
O Jornal Batista
Uma reflexão sobre a responsabilidade das mães cristãs na educação dos filhos, destacando que elas não devem ser conduzidas pelos valores do mundo, mas pela Palavra de Deus, com firmeza, temor e discernimento.
Ser mãe sempre foi o maior anseio de uma mulher. O desejo pela maternidade era e ainda é, em alguns casos, evidenciado desde a infância, no cuidado com a boneca, no trato com a boneca que se brinca. Ao se tornar uma moça, o sonho do casamento estava intrínseco ao sonho de ser mãe. Hoje, a realidade é outra, a boneca para algumas meninas é um brinquedo obsoleto, o smartphone e o uso da maquiagem precoce é o que está em alta.
E quanto às jovens que se casam, a maternidade já não é mais um sonho, mas um pesadelo. Filhos para muitos deixou de ser bênção para ser empecilho do êxito profissional e independência, de desfrute da vida. Triste realidade!
Enquanto a Palavra de Deus afirma no Salmo 127.3,4, que “Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que Ele dá. Como flechas nas mãos do guerreiro são os filhos nascidos na juventude.” Entre a realidade cultural pós-moderna e a eternidade da Palavra de Deus, que é imutável, devemos atentar a qual tem sido nossa escolha e quais os valores que estamos repassando para a posteridade.
É nítido que muitos têm se deixado levar pelo conformismo quando se faz o que todo mundo faz, isto é, o indivíduo se torna cópia dos demais; como também em alguns casos tem se deixado levar pelo totalitarismo, quando se faz o que é imposto pelo sistema, sem reflexão. Tanto num caso como no outro, a pessoa se torna marionete do sistema.
E para deixar o cenário ainda mais difícil, as mães têm deixado de exercer suas responsabilidades como educadoras diretas dos seus filhos. Lembremos de Loide e Eunice, avó e mãe do jovem pastor Timóteo, que foi educado na Palavra de Deus por elas (II Timóteo 1.5, 3.15). Hoje contemplamos uma realidade avessa ao que as Escrituras nos ensinam, trata-se de uma sociedade de valores invertidos, princípios minados e conceitos mundanos. Resultando em filhos ditam as regras, são eles quem mandam, assim, as mães tornam-se marionetes em suas mãos.
Precisamos corrigir o erro cometido de terceirização da educação delegada à escola, à creche, à mídia; o erro da ausência justificada pela jornada de trabalho; o erro da omissão ao invés do tempo investido em conversas e conselhos; o erro da falta de limite em nome do “amor”. Esses erros contribuem para a má formação dessa nova geração, tornando-os egocêntricos, sem limites, avessos às regras e tiranos.
Filhos marionetistas e mães marionetes, essa é uma triste realidade por tomar a forma do sistema mundano e abandonar os princípios da Palavra de Deus. Mães são educadoras e educar exige doação, investimento, determinar limites e regras. Esse pseudo amor da pós-modernidade resultará numa geração de velhinhas esquecidas, abandonadas, carentes de afeto, sedentas de amor, porque as crianças e adolescentes de hoje estão sendo formados para serem marionetistas e as mães as marionetes.
Mães cristãs, acordem, despertem! Parafraseando Efésios 5.15-17, “Tenham cuidado da forma que estão se portando, não sejam insensatas, mas sábias. Aproveitem a oportunidade de educar seus filhos, os dias são maus. Entendam a vontade de Deus para nossas vidas”. É possível que estivessem esperando um texto mais palatável neste dia, mas a correção é uma forma de amar (Hebreus 12.6). E você que lê este texto e tem falhado na educação de seu filho, sinta-se amado por Deus, pois Ele quer te colocar na posição de mãe, porque mães cristãs não são marionetes.