Maria de Magdala: de mulher atormentada à discípula dedicada
O Jornal Batista
Reflexão sobre Maria Madalena, destacando sua libertação por Jesus, sua gratidão, fidelidade e dedicação como discípula presente no ministério, na crucificação e na ressurreição de Cristo.
Magdala, lugar situado na parte ocidental do Mar da Galileia, era a cidade natal de Maria, chamada Madalena. Daí a associação ao seu nome.
Em Lucas 8.1-3, verificamos o nome de Maria Madalena no grupo de seguidoras de Jesus. Contudo, vale destacar que Lucas diz a respeito de Maria que dela saíram sete demônios.
Há uma forte especulação em torno desta condição de Maria, como se possivelmente fosse uma mulher bonita, a quem Jesus libertou de uma vida imoral. Isto é, como se os sete demônios a escravizassem em uma condição de imoralidade, principalmente na área sexual.
Mas não há fontes para indicar tal situação. São apenas especulações fruto da imaginação.
O fato é que Jesus a livrou de uma experiência de tormento, e não necessariamente essa possessão de demônios está ligada a uma conduta imoral. Porém, as perturbações mentais são inegáveis.
Maria Madalena foi liberta por Jesus de uma condição angustiante. Eram sete demônios que a afligiam, que a atormentavam.
Talvez nossa mente não alcance tanta aflição, tanta opressão: desespero, desamparo e desesperança, os três “dês” que podem conduzir o ser humano a um túnel sem saída, ficando confinado, recluso em crises existenciais.
A condição de Maria Madalena era de uma mulher atormentada.
Todavia, depois do encontro com Jesus, foi liberta dos três “dês” pelo “D” maiúsculo: o Deus encarnado e libertador.
Maria Madalena tornou-se notável na história do cristianismo. Sua vida foi exemplo de gratidão.
É possível vislumbrar, por meio de suas atitudes, o apreço que ela demonstrava por Cristo, pela liberdade que Ele lhe proporcionou.
Tal liberdade permitiu que ela se tornasse uma seguidora de Jesus; que permanecesse aos pés da cruz com outras mulheres, quando todos os outros discípulos, exceto João, esconderam-se com medo, conforme Mateus 27.50 e Marcos 15.40-41; que planejasse prestar todas as honrarias a Jesus depois de Sua morte, ungindo o corpo dEle, conforme Marcos 16.1; e que fosse a primeira a ver o Cristo ressuscitado, conforme João 20.11-18.
Maria Madalena esteve presente no ministério, na crucificação e na ressurreição do seu Libertador.
Ela tinha uma fé genuína, era uma discípula cuidadosa, uma seguidora fiel.
Maria Madalena é um caloroso exemplo de uma vida agradecida ao seu Mestre, seu Senhor, seu Salvador.
Das trevas à luz.
Da angústia à paz.
Do tormento à restauração.
Eis a genuína libertação!
Maria Madalena: de mulher atormentada à discípula dedicada.