Nem omissão, nem opressão, mas instrução e correção

O Jornal Batista

Reflexão sobre a responsabilidade dos pais na formação cristã dos filhos, destacando que a educação bíblica não deve ser marcada pela omissão nem pela opressão, mas por instrução, correção, amor e disciplina segundo a Palavra de Deus.

Nem omissão, nem opressão, mas instrução e correção

Vivemos tempos de valores invertidos, papéis invertidos, conceitos invertidos e comportamentos invertidos. A sociedade contemporânea contempla o fenômeno das inversões, das mudanças céleres e frágeis, da aversão às tradições, da valorização das amizades virtuais, em detrimento das reais. São tantas coisas que marcam a sociedade contemporânea, e de forma fulminante se esvaem os sustentáculos de uma sociedade saudável.

Diante deste contexto difícil e lamentável, precisamos olhar para dentro dos nossos lares e analisar se não estamos corroborando com esta realidade de valores, papéis, conceitos, comportamentos, todos esses invertidos. E, talvez, o leitor deste singelo artigo indague: de que forma confirmo, valido esta realidade?

Esta humilde escritora responde: abrindo mão da instrução e correção dos filhos.

Tem-se formado esta sociedade, porque algumas vezes a omissão, outras vezes a opressão, toma o lugar da instrução e correção.

A omissão é renunciar à responsabilidade e a opressão é uma forma violenta de intimidação, quer seja de forma física ou psicológica. As duas formas são danosas.

A instrução é investir tempo ensinando os filhos, a correção é investir tempo corrigindo os filhos. Tanto a instrução como a correção exigem tempo, exigem dedicação e atenção.

O pai que verdadeiramente ama o seu filho o instrui, como diz Efésios 6.4: “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”.

Repassar os ensinamentos da Palavra de Deus em uma era tão secularizada é desafiador. Mas não podemos considerar esses ensinamentos obsoletos, antes fundamentais e atuais para manter os filhos como parte integrante do povo de Deus.

O pai que ama verdadeiramente seu filho também o disciplina, tal como está escrito em Provérbios 3.12: “Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem”.

A forte evidência do amor é a disciplina e isso é paradoxal no contexto atual. Disciplina e correção parecem retrógradas e espúrias neste cenário de frouxidão e lassidão.

É cuidado para não confundir correção com opressão. A correção deve ser exercida com autoridade, contudo com amor. Já a opressão é exercida com autoritarismo e rancor. E essa última não é a atitude de um pai cristão.

Assim, nem omissão, nem opressão, mas instrução e correção para a saudável formação do caráter cristão.