Seguidoras e investidoras

O Jornal Batista

Reflexão sobre a participação das mulheres no ministério de Jesus, destacando aquelas que O seguiam e sustentavam Seu ministério com seus bens, como expressão de gratidão, fidelidade, piedade e amor ao Reino de Deus.

Seguidoras e investidoras

Feminismo, empoderamento, sororidade. Esses são alguns termos comuns no movimento que tem se expandido no mundo e se infiltrado nas igrejas.

Mulheres cristãs devem buscar nas Escrituras, mais especificamente no Novo Testamento, o parâmetro de conduta, não neste movimento em voga.

É lindo ver, no ministério do Senhor Jesus, a proeminência das mulheres. Não é o movimento feminista que nos dá essa relevância.

O texto de Lucas 8.1-4 nos apresenta que, enquanto o Mestre Jesus andava e pregava na Galileia, Ele ia acompanhado pelos doze apóstolos e por algumas mulheres, algumas delas possivelmente abastadas, que, em gratidão, ajudavam a sustentar financeiramente o Seu ministério.

O evangelista Lucas mencionou os nomes de três delas: Maria Madalena, a mais conhecida de todas; Joana, também mencionada entre aquelas que permaneceram fiéis a Jesus, mesmo após a Sua morte, conforme Lucas 24.10; e Suzana, da qual nada sabemos.

O fato é que essas três mulheres e muitas outras, diz o texto, ajudavam a sustentar Jesus e os doze com seus bens.

Havia uma bolsa que guardava o dinheiro para os gastos ministeriais, conforme João 12.6 e 13.29, e raras vezes deve ter ficado vazia, pois, além dos gastos diários de treze pessoas, o grupo ainda ofertava aos pobres, conforme João 13.29.

O próprio Senhor Jesus, para dedicar-se plenamente à pregação das boas novas do Reino de Deus, havia deixado Seu ofício de artesão. O mesmo fizeram Seus discípulos, ao renunciarem cada qual à sua profissão.

Então, aquelas mulheres que haviam recebido plenos benefícios espirituais, curadas de doenças e libertas de espíritos malignos, dispuseram-se a suprir as necessidades temporais de Jesus e Seus apóstolos.

Imagino a gratidão, a satisfação, a alegria e o amor daquelas mulheres, expressos no ato de seguir e financiar Jesus e Seu ministério.

Aquelas mulheres colocaram seus recursos à disposição de Jesus e Seus seguidores. Era um gesto de gratidão e amor pelas bênçãos recebidas.

O Senhor Jesus rompeu o estreito círculo no qual o Oriente havia encerrado as mulheres.

Não esqueçamos que os próprios discípulos de Jesus ficaram surpresos e, por que não dizer, escandalizados ao verem-no conversando em público com uma mulher, conforme João 4.27.

Podemos visualizar, pelo relato bíblico, a humilde caravana, cujos membros principais já são conhecidos.

Jesus ia no meio dos doze, uns à frente, outros ao lado e alguns atrás. Possivelmente, a curta distância, iam as mulheres, que deveriam conversar entre si e, com o olhar para Jesus, contemplavam nele o Senhor de suas vidas, Aquele que lhes deu valor quando ainda eram tratadas como escórias da sociedade.

E assim seguia Jesus, não só com os doze, como costumamos vislumbrar, mas com um grupo de mulheres em constante movimento, pregando o Evangelho do Reino de vila em vila, de cidade em cidade.

Como é bom ser uma seguidora de Jesus!

Foram as mulheres as primeiras a visitarem o túmulo na manhã da ressurreição. Foram fiéis, piedosas e submissas.

Precisamos resgatar esses termos como características da mulher cristã em pleno século 21: fidelidade, submissão e piedade.

Ao contrário dos termos comuns às mulheres que não seguem a Cristo e nem investem no Seu Reino.

Que troquemos o feminismo pela piedade; o empoderamento pela submissão; a sororidade pela fidelidade a Cristo.

Sejamos seguidoras e investidoras.